Introduza o IBAN com ou sem espaços. O validador confere o código de país, o comprimento desse país e os dois dígitos de controlo (módulo 97), e separa o número em banco, balcão, conta e dígitos de controlo do NIB. Nada do que escreve sai do seu navegador.
Como usar o validador de IBAN
Cole ou escreva o IBAN completo. Os espaços são retirados e as minúsculas passam a maiúsculas. O validador faz quatro verificações:
- Formato: duas letras de país, dois dígitos de controlo e depois letras ou números.
- País: que o código de país esteja na lista, que inclui todos os países SEPA, os do Golfo e mais alguns.
- Comprimento: que o IBAN tenha os carateres desse país, por exemplo 25 em Portugal.
- Dígitos de controlo: que o número passe a verificação módulo 97 definida na norma ISO 13616.
Se tudo estiver certo, mostra o IBAN agrupado de quatro em quatro, pronto a copiar, e separa-o nas suas partes.
Como é um IBAN português
Um IBAN português tem sempre 25 carateres. Por exemplo, PT50 0002 0123 1234 5678 9015 4:
| Parte | Carateres | No exemplo |
|---|---|---|
| Código de país | 2 | PT |
| Dígitos de controlo do IBAN | 2 | 50 |
| Código do banco | 4 | 0002 |
| Código do balcão | 4 | 0123 |
| Número de conta | 11 | 12345678901 |
| Dígitos de controlo do NIB | 2 | 54 |
Os 21 algarismos depois de PT50 são o antigo NIB, que se usava em Portugal antes do IBAN. O código do banco identifica a instituição: 0035 é a Caixa Geral de Depósitos, 0033 o Millennium BCP, 0007 o Novo Banco, 0010 o BPI, 0018 o Santander, 0036 o Banco Montepio e 0045 o Crédito Agrícola, para citar alguns.
Como funcionam os dígitos de controlo
O cálculo módulo 97 é o mesmo em todos os países:
- Passam-se os quatro primeiros carateres (país e dígitos de controlo) para o fim.
- Cada letra é substituída por um número: A é 10, B é 11 e assim até Z, que é 35.
- O número resultante, muito comprido, é dividido por 97.
- Se o resto for 1, o IBAN está correto.
Com este método detetam-se todos os erros de um só caráter e quase todas as trocas de dois carateres seguidos, que são os erros mais comuns ao copiar um número à mão.
Erros típicos ao copiar um IBAN
- Confundir a letra O com o zero ou a letra I com o um. Num IBAN português, depois de PT tudo são algarismos, por isso qualquer letra nessa parte é um erro.
- Saltar um grupo de quatro ao copiar de um PDF, o que deixa o IBAN com 21 carateres em vez de 25.
- Copiar só o NIB, sem PT e os dois dígitos de controlo. Se tiver apenas o NIB, peça ao titular o IBAN completo ou veja-o no homebanking: os dígitos de controlo do IBAN não se adivinham.
- Colar espaços ou pontos a mais. O validador retira os espaços, mas outros sinais fazem falhar o formato.
Se o validador disser que os dígitos de controlo estão errados, volte ao documento original. Não tente corrigir o número trocando algarismos até passar, porque pode chegar ao IBAN válido de outra pessoa.
O que prova e o que não prova
Um IBAN que passa a verificação está bem construído. Não prova que:
- a conta exista ou esteja aberta,
- pertença à pessoa ou empresa que lho deu,
- o banco aceite transferências nessa conta.
Se o IBAN estiver bem construído mas a conta não existir, a transferência é normalmente devolvida em poucos dias. O risco real é outro: o IBAN estar certo e existir, mas não ser de quem pensa.
A burla da mudança de IBAN
Uma burla muito comum consiste em fazer-se passar por um fornecedor, um senhorio ou até pela empresa onde trabalha, e enviar um email a pedir que os pagamentos passem a ser feitos para uma conta nova. O IBAN costuma ser válido, porque é uma conta real controlada pelo burlão.
Para se proteger:
- Desconfie de qualquer mudança de conta que chegue por email ou mensagem, mesmo que pareça vir de um endereço conhecido.
- Confirme a mudança por telefone, ligando para um número que já tenha, não para o que aparece na mensagem.
- Repare no país e no banco do novo IBAN. Se um fornecedor de sempre de Braga passa de repente para uma conta noutro país, é um sinal de alarme.
- Faça um primeiro pagamento pequeno antes de um grande.
Desde outubro de 2025, os bancos da zona euro têm de oferecer nas transferências a confirmação do beneficiário, que compara o nome que escreve com o titular real da conta antes de enviar o dinheiro. Preste atenção aos avisos.
IBAN de outros países
O validador conhece o comprimento do IBAN de todos os países SEPA e de vários outros. Alguns exemplos habituais:
| País | Comprimento |
|---|---|
| Espanha | 24 |
| França | 27 |
| Alemanha | 22 |
| Itália | 27 |
| Reino Unido | 22 |
| Luxemburgo | 20 |
| Suíça | 21 |
As transferências em euros dentro da zona SEPA fazem-se só com o IBAN, sem BIC. Para enviar dinheiro para fora da SEPA, ou noutra moeda, o banco pode pedir também o código BIC ou SWIFT do banco do beneficiário.
Muitas pessoas recebem hoje em contas de instituições de pagamento ou bancos digitais de outros países europeus, com IBAN começado por LT, IE, DE ou BE. Pelas regras europeias, uma empresa ou serviço português não pode recusar um IBAN de outro país da SEPA para uma transferência ou débito direto em euros.
Transferências imediatas e MB WAY
As transferências imediatas chegam ao destino em segundos, a qualquer hora, e desde 2025 os bancos da zona euro não podem cobrar por elas mais do que por uma transferência normal. A rapidez tem um lado negativo: se enviar para o IBAN errado, o dinheiro sai antes de dar pelo erro. Valide o IBAN antes de o gravar como beneficiário, e leia com atenção o nome que a confirmação do beneficiário mostra.
No MB WAY, as transferências entre pessoas usam o número de telemóvel associado à conta, e o IBAN fica escondido. Para pagamentos maiores ou a empresas, a transferência por IBAN continua a ser a forma habitual, e é aí que este validador mais ajuda.
Débitos diretos
Se a sua empresa cobra por débito direto, precisa do IBAN do cliente e de uma autorização de débito assinada. Um IBAN mal escrito faz o débito ser devolvido, com custos e atrasos. Validar o IBAN quando regista o cliente evita a maioria destas devoluções. Como devedor, pode pedir o reembolso de um débito direto autorizado nas oito semanas seguintes, e até treze meses se o débito não tiver sido autorizado.
Ao preencher formulários, como o da Segurança Social para receber prestações ou o do Portal das Finanças para o reembolso do IRS, valide o IBAN antes de o submeter. Um erro aí pode atrasar o pagamento várias semanas.
Ferramentas relacionadas
Para conferir o NIF da empresa titular, use o validador de NIF. Para o valor da fatura, a calculadora de IVA, e para o escrever num contrato ou cheque, o conversor de valor por extenso.
Privacidade
A verificação é feita no seu navegador. Os IBAN que introduz não são enviados para o nosso servidor nem guardados.
Perguntas frequentes
Quantos carateres tem um IBAN português?
25: as letras PT, dois dígitos de controlo e os 21 algarismos do NIB, que se dividem em banco, balcão, conta e dígitos de controlo. Costuma escrever-se em grupos de quatro para ser mais fácil de ler.
Qual é a diferença entre NIB e IBAN?
O NIB era o número de identificação bancária usado em Portugal, com 21 algarismos. O IBAN é o formato internacional: junta PT e dois dígitos de controlo ao NIB. Hoje usa-se sempre o IBAN, mesmo em transferências nacionais.
Como sei de que banco é um IBAN?
Pelos quatro algarismos a seguir a PT e aos dois de controlo. São o código do banco atribuído pelo Banco de Portugal. Por exemplo, 0035 é a Caixa Geral de Depósitos e 0033 o Millennium BCP.
Um IBAN válido garante que a conta existe?
Não. A verificação só confirma que o número está bem construído. Para saber se existe e de quem é, precisa de confirmação do titular ou da verificação do beneficiário que o banco faz na transferência.
Preciso do BIC para uma transferência?
Não para transferências em euros dentro da zona SEPA, que inclui todos os países da UE e alguns outros, como a Suíça, a Noruega e o Reino Unido. Fora da SEPA ou noutra moeda, o banco pode pedi-lo.
O que faço se transferi para um IBAN errado?
Contacte o seu banco o mais depressa possível. Se a conta não existir, o dinheiro volta sozinho. Se existir, o seu banco pede a devolução ao banco do beneficiário, mas precisa do consentimento do titular, por isso nem sempre se recupera. Se suspeitar de burla, apresente também queixa às autoridades.

