Escreva o valor. O conversor escreve-o por extenso ao estilo de um cheque («mil duzentos e cinquenta euros e cinquenta cêntimos») ou como número escrito sem moeda. Copie-o tal como está ou em maiúsculas.
Como usar o conversor
- Escreva o valor em algarismos. Pode usar vírgula ou ponto para os decimais, com até duas casas de cêntimos.
- Escolha o formato. O estilo cheque acrescenta a palavra euros e os cêntimos, como se escreve em cheques, contratos e faturas. O formato só número dá as palavras sem moeda, útil quando o documento já tem a moeda impressa ou quando precisa de escrever outra quantidade.
- Copie o resultado em minúsculas ou em maiúsculas.
O texto atualiza-se enquanto escreve, para poder compará-lo com os algarismos antes de o escrever à mão.
Exemplos
| Algarismos | Por extenso |
|---|---|
| 1 € | um euro |
| 16 € | dezasseis euros |
| 101 € | cento e um euros |
| 750 € | setecentos e cinquenta euros |
| 1100 € | mil e cem euros |
| 1250,50 € | mil duzentos e cinquenta euros e cinquenta cêntimos |
| 2500 € | dois mil e quinhentos euros |
| 21 300 € | vinte e um mil e trezentos euros |
| 1 000 000 € | um milhão de euros |
As regras que o conversor aplica
O conversor segue as regras do português europeu:
- “E” entre as centenas, as dezenas e as unidades: cento e vinte e cinco, setecentos e cinquenta.
- Entre o milhar e as centenas usa-se “e” apenas quando o que vem depois é uma centena redonda ou um número inferior a cem: mil e cem, dois mil e quinhentos, mil e vinte. Nos outros casos não: mil duzentos e cinquenta, mil trezentos e cinquenta.
- Cem para o número 100 exato e cento nos restantes: cem euros, cento e um euros.
- Grafia europeia: dezasseis, dezassete e dezanove, não dezesseis, dezessete e dezenove, que são formas do Brasil.
- Milhão é um substantivo, por isso leva “de” quando vem logo antes da moeda: um milhão de euros, dois milhões de euros. Se houver mais algarismos depois, não: dois milhões e quinhentos mil euros.
- Os cêntimos introduzem-se com “e”: cem euros e cinquenta cêntimos.
- Escala longa: mil milhões para 1 000 000 000 e um bilião para um milhão de milhões. O “billion” inglês corresponde a mil milhões, não a um bilião.
Valores grandes
Com milhões, a regra do “e” aplica-se da mesma forma ao último grupo:
| Algarismos | Por extenso |
|---|---|
| 1 200 000 € | um milhão e duzentos mil euros |
| 1 250 000 € | um milhão duzentos e cinquenta mil euros |
| 2 500 000 € | dois milhões e quinhentos mil euros |
| 1 000 000 000 € | mil milhões de euros |
Em notícias e relatórios traduzidos do inglês aparece muitas vezes “bilião” onde devia estar “mil milhões”. Num contrato, esse erro multiplica o valor por mil, por isso confirme sempre a escala.
Concordância com outros nomes
O conversor escreve euros, que é masculino. Se precisar do número para outra coisa, use o formato só número e atenção ao género: um e dois mudam para uma e duas, e as centenas a partir de duzentos também mudam. Escreve-se “duzentas e uma páginas” ou “vinte e duas pessoas”, não “duzentos e um páginas”. Para outras moedas masculinas, como o dólar, basta trocar “euros” por “dólares” e “cêntimos” por “cêntimos de dólar” ou “cents”, conforme o documento.
Porque importa o valor por extenso
Nos cheques, a Lei Uniforme Relativa ao Cheque estabelece que, se o valor escrito por extenso e o valor em algarismos não coincidirem, prevalece o valor por extenso. Na prática, muitos bancos devolvem um cheque com valores diferentes em vez de pagar o valor que a lei indica, o que atrasa o pagamento.
O valor por extenso também protege contra alterações. Acrescentar um algarismo na caixa numérica é fácil; mudar um valor escrito por palavras completas, começado junto à margem e fechado com um traço, é muito mais difícil.
Como preencher um cheque
- Escreva o valor por extenso a partir do início da linha, sem deixar espaço antes.
- Se houver cêntimos, acrescente “e … cêntimos”.
- Trace uma linha desde a última palavra até ao fim do espaço.
- Na caixa dos algarismos, escreva o valor junto ao símbolo do euro, com os cêntimos.
- Indique o beneficiário, a data e o local, e assine como na ficha de assinaturas do banco.
- Para que o cheque só possa ser depositado numa conta, cruze-o com duas linhas paralelas no canto.
Se se enganar, não rasure: anule o cheque escrevendo “anulado” de forma visível e preencha outro.
Onde mais é preciso
Os cheques usam-se cada vez menos em Portugal, mas o valor por extenso continua a aparecer em muitos documentos:
- Contratos-promessa de compra e venda, onde o preço e o sinal se escrevem por extenso e em algarismos.
- Contratos de arrendamento, com a renda e a caução.
- Escrituras e documentos particulares autenticados.
- Recibos de renda e recibos de quitação.
- Faturas, quando a empresa quer deixar o total escrito.
- Requerimentos e documentos para a administração pública.
Nos contratos é habitual escrever primeiro por extenso e depois em algarismos entre parênteses: “o preço de cento e oitenta e cinco mil euros (185 000 €)”. Use o formato com moeda e acrescente os algarismos.
Exemplo: um contrato de arrendamento
Num contrato com uma renda de 750 € por mês, caução de duas rendas e um ano de duração, os valores ficariam assim:
- Renda mensal: setecentos e cinquenta euros (750 €).
- Caução: mil e quinhentos euros (1500 €).
- Renda anual: nove mil euros (9000 €).
Cada valor tem de coincidir exatamente por extenso e em algarismos. Se um deles não bater certo, abre-se a porta a discussões sobre qual vale, e num contrato particular não há uma regra tão clara como a dos cheques. Confirme cada valor com o conversor antes de imprimir e assinar.
No contrato-promessa de compra e venda de uma casa por 185 000 €, com um sinal de 18 500 €, os valores seriam “cento e oitenta e cinco mil euros (185 000 €)” e “dezoito mil e quinhentos euros (18 500 €)”. O sinal tem consequências sérias se o negócio falhar, por isso convém que não haja dúvida nenhuma sobre o seu valor.
Erros frequentes
- Escrever “dezesseis” em vez de “dezasseis” num documento português.
- Esquecer o “e” em “mil e cem” ou pô-lo a mais em “mil e duzentos e cinquenta”.
- Escrever “um milhão euros” sem o “de”.
- Escrever “duzentas euros”. Euro é masculino: duzentos euros. Com um nome feminino seria “duzentas pessoas”.
- Esquecer os cêntimos quando o valor os tem.
- Confundir “bilião” com o “billion” inglês ao traduzir valores.
Maiúsculas ou minúsculas
As regras de ortografia recomendam escrever os numerais em minúsculas. Em cheques e documentos comerciais é frequente escrever o valor em maiúsculas para ficar mais legível e mais difícil de alterar. As duas formas são válidas, e o conversor dá-lhe ambas. O que não convém é misturar estilos no mesmo documento: se o preço vai em maiúsculas, o sinal e a renda também devem ir.
Ferramentas relacionadas
Para calcular o total com IVA de uma fatura antes de o escrever por extenso, use a calculadora de IVA. Para conferir o IBAN do beneficiário de uma transferência, o validador de IBAN. E para o NIF de um fornecedor ou cliente, o validador de NIF.
A conversão é feita no seu navegador. Os valores que escreve não são guardados nem enviados.
Perguntas frequentes
Escreve-se “mil e duzentos” ou “mil duzentos”?
Para 1200 escreve-se mil e duzentos, porque depois do milhar vem uma centena redonda. Para 1250 escreve-se mil duzentos e cinquenta, sem “e” depois de mil. O conversor aplica esta regra automaticamente.
Como se escrevem os cêntimos?
Com “e” depois dos euros: “cinquenta euros e vinte cêntimos”. Se for só um cêntimo, “e um cêntimo”. Nunca se escrevem os cêntimos como fração, como no estilo norte-americano.
Diz-se um milhão de euros ou um milhão euros?
Um milhão de euros. Milhão é um substantivo e precisa de “de” antes do nome que quantifica. Se depois vierem mais algarismos, o “de” desaparece: um milhão e duzentos mil euros.
O que vale se os algarismos e o extenso não coincidirem?
Nos cheques, vale o valor por extenso. Ainda assim, muitos bancos devolvem o cheque para evitar conflitos, por isso o melhor é anulá-lo e passar outro.
Dezasseis ou dezesseis?
Em Portugal escreve-se dezasseis, dezassete e dezanove. As formas dezesseis, dezessete e dezenove são do português do Brasil. O conversor usa sempre a grafia europeia.
Até que valor converte?
Até quinze algarismos antes dos decimais, o que chega às centenas de biliões. Em Portugal um bilião é um milhão de milhões, não mil milhões como o “billion” inglês.

